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Tráfico de influências

por Marcos Bila, em 24.03.18

-          - Você estava a fazer da N1, tua Estrada.

-          - Mas a estrada era tecnicamente minha chefe… deixa nos lá viajar - repliquei

-          - Quando quase perdias a estrada e derrapavas nas pedrinhas da beira da estrada, criaste uma poeira que, se o carro que te seguia não tivesse parado e os que vinham à traz desse fizessem o mesmo, não imaginamos o escândalo que teria causado.

-          - Por favor chefe, nos lá ir, foi só um drift Sr. Não tem nada de mais nisso, até porque a curva não permitia fazer outra coisa. Na velocidade que vínhamos, teríamos caoptado!

-          - Hey, miúdo, nós vos acompanhamos desde que saíram de Maputo, temos imagens captadas por um drone, podemos mostrar tudo se tiver um tempinho.

-          - Por favor!

-          - Não. – Tirando o bloco de multas e indo à frente da Besta e para anotar a matricula,

-          - Não nos multa Sr. Autoridade. Sou um Bila empolgado a caminho de casa. Apenas isso, tou tão feliz e empolgado e mal vejo a hora de ver os familiares depois de tantos meses. Chefe, pega lá isto para um refresco  - estendi-lhe um conjunto de notas amarfanhadas.

-          - És Bila de onde?

-          - Chikhumbane Chefia.

-          - Olha, por consideração a isso eu não lhe vou dar a multa. Mas não vou deixar de lhe confiscar isso. – Apontando para um par de botijas entre as cadeiras do motorista e do passageiro. – Por todo amor com as vossas vidas vou ter que confiscar isso.

-         - Não!... – Implorei. – Leva tudo que te apetecer dentro e fora deste carro, tudo, menos estas coisas.

-          - Esses objectos virão comigo. Isso é um favor para as vossas pobres almas.

-          - Sim Chefe, pode levar. Pai de Edimilson pode começar a desmontar – era uma voz feminina que vinha do acento de trás. Trazia um menor feliz com a adrenalina.

O chefe dessa família estava sentado ao meu lado, queria mostrar-lhe que, igual ou melhor que ele, eu também tinhas habilidades na condução de automóveis. São tantos os dias que, vindo das maiores faras, admirávamos as suas habilidades, sobre tudo quando evitava acidentes ou embates. O domínio do travão brusco. Já não podia fazer aquilo, ele vasculhou no porta-luvas chaves para desmontar. Quando ele entregou as botijas untadas ao Polícia de Transito, eu também saí do carro murmurando.

-          - Perdi vontade de conduzir.

-         - Eu conduzo – disse ela abrindo a porta e entrando na que eu acabava de sair. Eu abria o porta malas e de seguida o colmen, tirei uma 2M grande, bem jelada, seria a minha primeira cerveja do dia.

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